Desemprego, o pior efeito da crise
Adicionado : 14/5/2009

Nenhum setor foi poupado por esta crise que começou nos EUA e se alastrou, como incêndio em palha seca, pelo mundo. Nenhum país foi poupado, já que a economia mundial é globalizada e a velocidade de informação flui na velocidade da luz.

É uma crise econômica, financeira, de investimento, de credibilidade e principalmente de confiança no emprego. Este último, o pior e mais nefasto efeito. Vejamos o caso do Brasil. Não bastassem os 700 mil empregos cortados entre Novembro e Dezembro de 2008, vemos que no primeiro trimestre de 2009, período em que deveria, tradicionalmente, haver um início de recuperação, tivemos uma queda de 4% em relação a igual período de 2008 se levarmos em consideração todos os setores da economia.

Todos foram atingidos em maior ou menor valor. Por exemplo:

Setor

Variação %

Calçados e Artigos de Couro

-10,2%

Vestuário

-8,6%

Máquinas e Equipamentos

-8,2%

 

Como característica de mercado temos um aumento de produção de produtos destinados às classes C e D, perante uma queda para as classes A e B. Este fato explica em  parte também a redução de emprego, já que os produtos destinados às classes C e D tendem a ser menos intensivos em mão de obra para compensar os menores preços finais. Apesar deste fato o resultado no ano é uma queda de 17% na produção. Além disso, deve-se ficar atento ao fato de que uma parte significativa da população que havia migrado da faixa D para a faixa C no auge do otimismo econômico, conforme dados atuais, já retornou ou tende a retornar à faixa D com características de menor consumo.

O Sindivestuário tem envidado todos os esforços no sentido de conseguir subsídios que auxiliem a inflexão da curva para o segundo semestre.

 

Sindivestuário
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